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A influência das instituições financeiras na economia global

25 Abr

As economias dos países europeus estão doentes. Parece-me que não é novidade nenhuma.

Os sintomas são conhecidos: défices aberrantemente altos, taxas de desemprego elevadíssimas e dívidas externas com valores astronómicos. Tudo isto acaba por se reflectir também no Euro, moeda única europeia, o que traz novos problemas económicos à Europa.

Os factores que originaram tudo isto são vários, mas também não é novidade que a crise actual vem ainda na sequência da crise que teve origem no subprime, em 2006. Nessa altura, a ganância e a falta de escrúpulos de algumas pessoas arrastaram várias instituições financeiras para a falência e afectaram os mercados internacionais. A situação só não foi pior porque os governos dos vários países adoptaram medidas para minimizar os efeitos negativos, nomeadamente através do apoio financeiro aos bancos.

O que acontece, neste momento, é que há países que se encontram mergulhados numa crise profunda. Na Europa, o caso mais grave é, como todos sabemos, a Grécia. No entanto, todos os países que da União Europeia apresentam dificuldades e lutam para impor medidas que travem a cavalgada dos défices e das taxas de desemprego e que levem à retoma das economias.

O irónico de tudo isto é que o fazem agora com recurso a financiamentos concedidos pelas mesmas instituições de crédito que “salvaram” nos últimos 2 / 3 anos e os empréstimos são agora feitos a taxas de juro superiores às utilizadas pelos estados para ajudar essas instituições.

Trocado por miúdos, os bancos (e afins) não só tiveram quem os ajudasse quando estavam à beira da bancarrota (porque os governos não tiveram alternativa, sob pena de as economias nacionais ficarem arruinadas), como acabam por lucrar com uma crise por eles criada. Isto leva a pensar se a influência das instituições financeiras nas economias mundiais não será demasiado grande e se as economias não estarão excessivamente dependentes destas instituições. Na minha opinião pessoal, sim, os bancos e outras instituições financeiras – onde incluo também as próprias Agências de Rating, pela influência que 2 ou 3 empresas têm na tomada de decisões sobre investimentos – têm um peso enorme nas economias globais e esta é uma situação que deveria levar a que qualquer governante se sentisse desconfortável e a que qualquer cidadão se sentisse receoso. Como evitar isto? Não sei e não me parece algo simples de resolver. Mas parece-me que este deveria ser um tema em discussão, nos próximos tempos, nas altas esferas do poder europeu e mundial.

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Publicado por em 25 de Abril de 2010 em economia

 

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