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Empreendedorismo em Portugal (2010)

11 Dez

Foi publicado há poucos dias o novo Estudo de Avaliação do Empreendedorismo em Portugal – Global Entrepreneurship Monitor 2010.

Para quem não sabe, o Global Entrepreneurship Monitor é um consórcio sem fins lucrativos criado com o objectivo estudar o empreendedorismo e produzir informação de qualidade para um público vasto. O estudo periódico que elabora em parceria com outras entidades – em Portugal, essa responsabilidade cabe à Sociedade Portuguesa de Inovação – tem como objectivo analisar as condições existentes para o empreendedorismo nos vários países, e como as dinâmicas empreendedoras influenciam e são influenciadas pelo crescimento económico.

Ora, as conclusões gerais deste novo relatório são:

  • Registou-se uma quebra da Taxa de Actividade Empreendedora (TEA), de 8,8% em 2007, para 4,5% em 2010;

  • Outros países europeus apresentaram igualmente quebras na TEA, o que indicia que este decréscimo pode estar associado ao clima económico negativo na região da Europa;

  • Entre 2007 e 2010 houve também alterações ao nível da faixa etária onde se regista a maior TEA, já que, em 2007, a faixa etária com a maior TEA era a dos 35 aos 44 anos (com 12,1% de TEA) e, em 2010, passou a ser o intervalo que compreende os 25 e os 34 anos (com 6,7%);

  • A distribuição por género manteve-se relativamente constante face a 2007, com quase o dobro de empreendedores do sexo masculino face ao sexo feminino;

  • Houve alterações em termos de distribuição dos empreendedores por sectores de actividade, sendo que o sector orientado ao consumidor alberga 54,0% dos empreendedores, o sector da transformação 26,5%, e o sector orientado ao cliente organizacional 15,5% de empreendedores; neste aspecto, houve um claro decréscimo ao nível do sector orientado ao consumidor e um aumento dos outros dois sectores, o que acaba por aproximar o perfil de Portugal do dos países orientados para a eficiência;

  • Relativamente às condições estruturais, as menos favoráveis continuam a ser a falta de estímulo da cultura nacional para o êxito individual, para a criatividade e para a inovação e as políticas governamentais, no que concerne à burocracia e à carga fiscal.

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Publicado por em 11 de Dezembro de 2011 em economia, empreendedorismo

 

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