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Que futuro?

16 Fev

Quando oiço dizer que «as crianças são o futuro» costumo reflectir sobre se, quando dizemos isto, não nos estamos, de certa forma, a desresponsabilizar pelo futuro e a fugir às nossas obrigações.

É certamente uma acusação infundada, mas não deixa de ser uma reflexão com sentido. E tem-me vindo à ideia, em várias alturas, nos últimos tempos.

Lembro-me dela quando oiço / vejo / leio que a taxa de desemprego – oficial – em Portugal bateu novo recorde, cifrando-se agora  nos 16,9%; que a taxa real de desemprego será de 25%; que a taxa de desemprego jovem toca agora os 40%; que muitos outros jovens – muitos deles qualificados – não têm tido outro remédio que emigrar; que o talento existente no nosso país continua a ser desdenhado; que a geração mais qualificada de sempre está a ser totalmente desaproveitada.

A situação é grave. E não é uma situação apenas nacional; é europeia, é internacional.

As crianças são o futuro.

Mas, e quando essas crianças crescem e se tornam jovens adultos, mas não têm condições para construir o seu futuro? De quem é a responsabilidade? Não será delas, certamente. Será de quem, antes delas, não soube, no seu presente, preparar o futuro dos seguintes.

Ainda vamos a tempo de dar um futuro a estes jovens e aos que se seguirão. Mas tem de se fazer tudo ao contrário do que tem sido feito.

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Publicado por em 16 de Fevereiro de 2013 em economia, governação, sociedade

 

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