RSS

O chumbo do OE e as mentalidades

06 Abr

O PSD – pela voz da sua Vice-Presidente Teresa Leal Coelho – afirma-se perplexo com o chumbo do Tribunal Constitucional e considera que o acórdão não teve em conta o contexto económico e financeiro do país. Isto revela bem a mentalidade deste PSD e do Governo actual: as regras são para ser vergadas e adaptadas às suas ideologias e intenções.

António José Seguro afirma que está «disponível para substituir o Governo», mas também acha que «quem criou o problema» é que tem que o resolver. Uma mentalidade de alguém mesquinho e irresponsável, que nunca assume compromissos e nunca tem culpa de nada. Já tinha adoptado posturas semelhantes no passado (nomeadamente, internamente no PS, face à liderança de Sócrates) e deverá, com certeza, continuar a adoptá-las no futuro.

Cavaco Silva pediu a fiscalização sucessiva do OE2013 por duas normas que já existiam no OE2012 (e de forma ainda mais pronunciada, já que para este ano, o Governo havia optado pelo corte de apenas um dos subsídios de funcionários públicos e pensionistas, contra os dois subsídios que havia cortado no ano passado) e por outra, a da contribuição extraordinária de solidariedade, que o afectava também, e muito, a ele. E foi mesmo essa que ele mais criticou na altura de enviar o Orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional. Uma norma que não foi chumbada pelo TC, por considerarem que o imposto sobre as pensões mais elevadas não violava os princípios da Constituição Portuguesa. Cavaco Silva foi, mais uma vez, ele próprio: alguém sem qualquer responsabilidade ou sentido de Estado, absorvido pelo seu umbigo, que parece ter pedido a fiscalização das normas apenas porque estava pressionado moral e institucionalmente a solicitar a fiscalização das duas primeiras (que já haviam sido chumbadas no ano anterior) e coagido, em termos pessoais, a tentar evitar a aprovação da terceira.

José Manuel Fernandes insurge-se, no Facebook, contra a decisão do Tribunal Constitucional e continua a sua cruzada contra os funcionários públicos (esquecendo-se também houve o chumbo sobre medidas que afectam os reformados, os desempregados, os doentes ou os bolseiros e que o problema está na forma ilegal como se tentou construir um orçamento de Estado e não na forma como se imagina o que deve ser esse Estado), continuando a tentar alimentar a divisão entre público e privado e entre os portugueses. Já Júlio César e Napoleão Bonaparte falavam em dividir para conquistar.

Camilo Lourenço continua a sua vendeta pessoal contra Portugal e os portugueses, e considera que, se fomos conduzidos para a actual situação, foi porque a Troika não apertou suficientemente connosco.

Não é propriamente elegante ou correcto personalizar opiniões políticas, mas é importante conhecer aqueles em quem votamos e aqueles cujas opiniões escutamos.

Anúncios
 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 6 de Abril de 2013 em política

 

Etiquetas: , , , , , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: